Minha questão é saber como o ser humano pode viver melhor, e isso só a filosofia é capaz de responder...
"
Como os gregos, nós hoje achamos que uma vida mortal bem-sucedida é melhor que ter uma imortalidade fracassada, uma vida infinita e sem sentido. Buscamos uma vida boa para quem aceita lucidamente a morte sem a ajuda de uma força superior." (Luc Ferry)
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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Ontologias e seus espaços de aplicação

Queria dar uma palavrinha sobre ontologias e seus espaços de aplicação. Me refiro, de maneira bem geral, aos espaços público, social e privado e não à domínios específicos circunscritos nesses espaços.

Além disso, as ontologias a que me refiro aqui são, mais especificamente, modelos conceituais concebidos graças a conhecimentos que estão na confluência das áreas disciplinares da 
Filosofia, Ciência da Computação, Ciência da Informação e da Linguística. Na medida em que ontologias nos ajudam a refletir mais profundamente sobre a modelagem conceitual do mundo real, elas estão sendo desenvolvidas em todos os domínios da atividade humana onde se aplica a tecnologia da informação. Elas são ferramenta útil para dirigir e orientar o esforço de modelagem do real nos três espaços principais onde se dá a existência humana: no trabalho, na ciência e na economia, existimos no espaço social, por exemplo. Mas há ainda outros dois espaços, o espaço público e o espaço privado.

O espaço privado, que no mundo real é representado pela família, é onde o ser humano encontra descanso e cuida de sua sobrevivência no sentido mais natural de sua existência no mundo. Trata-se de um espaço hoje muito confundido com o espaço social. As ontologias encontram interessantes aplicações nesse espaço também, vide as redes sociais, facebook, twitter etc.

Para além dos espaços social e privado, há também o espaço público, tão caro aos gregos -- quando o indivíduo não era mais importante do que a coletividade -- e que vem se enfraquecendo desde a era moderna com a paulatina e gradual transformação da "polis" em "metro-polis". Na metrópolis, o espaço público se confunde com o espaço social (sem o cuidado que têm as cidades européias, algumas milenares, as nossas cidades são infelizmente organizadas para a produção e o fluxo de mercadorias e não para o encontro dos cidadãos).

Onde estaria o espaço público hoje, na contemporânea pós-modernidade?
Que desiludida ideia fazemos da política, exercício realizado na pólis?
O espaço público é por excelência o espaço da política, uma ordem acima da ordem da economia e da ciência. É no espaço público que o homem constroi a sua humanidade, mais do que no espaço social e privado. É nesse espaço que o homem excede a sua natureza, no sentido de ir além de sua mera reprodução e sobrevivência, e projeta no espaço comum, comunitário, público, a força da sua expressão, da sua vontade, da sua humanidade.

Pois quero notar que estão neste espaço público -- esquecido hoje, já que sobrepujado por uma vida cada vez mais individualizada -- interessantes aplicações de ontologias. Penso principalmente nas aplicações de dados abertos vinculados, governo aberto, governo eletrônico, e também nos WikiLeaks que se multiplicam pela internet etc. Aqui, pesquisadores de ontologia necessitam do socorro de disciplinas, para além daquelas que citei no início, como a Sociologia e a História e outras das humanidades.

Queria concluir imaginando que, na tarefa sem fim de modelar o real, há muito o que fazer ainda em cada um desses espaços: social, público e privado. Muitas aplicações virtuais serão desenvolvidas com apoio das ontologias. Cuidemos apenas para que no desenvolvimento e uso dessas aplicações estejamos atentos e não confundamos, como ocorre hoje, os espaços público, social e privado. São espaços bem diferentes, complementares e necessários.

sábado, 11 de junho de 2011

Por uma política do pior. Brasil sem miséria! A social democracia entre o conservadorismo e a utopia.

"La politique n’est pas là pour faire le bonheur des hommes.
Elle est là pour combattre le malheur"

Comte-Sponville
A sugestão não é que se "busque o pior", como diz o dicionário, "para dele tirar partido!". Essa seria a pior das políticas. Esperar o melhor do pior é ainda esperar o melhor, e é por isso que a política do pior, nesse sentido tradicional, não passa de mero otimismo. Afinal por que o pior não perduraria? Seria a política mais ineficaz para um povo (Tiririca: pior não fica?). A história revela que não são os mortos de fome que fazem as revoluções, nem os mais miseráveis que triunfam da miséria.

No sentido tomado aqui, trata-se de uma política que em vez de querer realizar o melhor, se atribui a tarefa de enfrentar o pior. Ou seja, uma política, não do melhor regime possível, como ideal ou utopia, mas do maior mal real, como obstáculo a vencer; problema a superar.

Quando se renuncia à utopia, pode-se acreditar que não há mais nada a fazer senão conservar o que existe, isto é, gerir a sociedade existente. Essa tentação tão fortemente percebida na política do PSDB é uma posição tão mortal quanto a posição utópica. É necessário conservar e transformar, toda política atua entre esses dois polos; é o que dá sentido à oposição entre os conservadores e os progressistas. Compreende-se que os que mais sofrem com a sociedade atual tenderão a ser progressistas, assim como os que mais benefícios nela encontram tenderão a ser conservadores.

Saber o que queremos é menos saber qual seria a melhor sociedade possível (utopia) do que saber o que há de pior na sociedade real que queremos mudar. Trata-se portanto de opor o conhecimento do real à imaginação do ideal e a urgência do pior à espera do melhor. A política do pior, nesse sentido, não busca o pior, claro, mas pára de negá-lo ou de imaginá-lo anteriormente derrotado: ela o vê, ela o pensa, ela o enfrenta. É o contrário da utopia e o antídoto do idealismo. Na medida em que prentende conjugar o verdadeiro e o bem (o que só ocorre em Deus), o idealismo abre caminho para a religião na política, e toda religião, dizia Lucrécio, é portadora de crimes.

A política do pior não se contenta portanto apenas em conservar ou administrar mas também transformar: não se trata de realizar (utopia) ou de manter (conservadorismo) a melhor sociedade possível, mas de transformar a sociedade real mediante a supressão ou a redução do pior. 

A gestão é uma grande necessidade. As grandes necessidades, no mais das vezes, são pequenas coisas, mas que nem por isso são menos necessárias... A questão que se coloca a nossos dirigentes é a seguinte: a gestão, muito bem; mas é o que você faz com o pior? Ao enfatizar a importância da gestão e contentar-se em ser bom gestor (programa "Choque de Gestão" em Minas), faz-se a política do "menos mal". Enquanto isso, o governo petista faz a política do "pior" (bolsa família, brasil sem fome etc.) e, aos poucos, vai tranformando a sociedade brasileira.

Política do pior: política do saber, da vontade e da ação! É o contrário da utopia, que é a política da imaginação, do desejo e da esperança. Pelo menos no seu início. Depois, ao fracassar ou querendo se realizar, se submete por sua vez às exigências da política. E o sonho torna-se então pesadelo. É preciso sonhar, tudo bem; mas não tomar o sonho por um conhecimento nem, principalmente, por um programa. A política do pior supõe que não confundamos nossos sonhos com a realidade.

Mas e concretamente? Como é essa política do pior? Ela já era uma política do real na França de Simone Veil, em 1975. A lei Veil é um forte exemplo da política do pior. Não importa o que se pense do aborto, do ponto de vista moral, essa lei é hoje um quase consenso naquele país (à parte a extrema direita).
Com efeito, ninguém pode decidir no lugar das mulheres ou dos casais envolvidos, sobre esse tema.
Uma lei como essa é o contrário de uma utopia: todo aborto é um fracasso; todo aborto é uma desgraça. Na melhor das sociedades possíveis, o aborto não existiria: o amor e a contracepção bastariam. Muito bem, mas deveríamos então esperar? A questão é menos saber como uma sociedade ideal lidaria com o aborto (já que numa sociedade ideal a questão nem se colocaria), mas o que se considera pior: abortos clandestinos, com o risco que se sabe, ou abortos descriminalizados praticados no ambiente hospitalar? em vez de esperar ou prometer o melhor possível (o desaparecimento do aborto!), suprimiu-se a pior realidade (o aborto clandestino!). Isso é o que se chama mudar, e é para isso que serve a política.

Outro exemplo, a Renda Mínima de Inclusão (implantada na Dinamarca em 1933 e França em 1988). De novo, é o contrário de uma utopia: numa sociedade ideal, haveria nem miseráveis nem excluídos, logo ninguém a incluir. Seja. Mas vamos esperar? Podemos? Devemos? Em vez de sonhar ou anunciar uma sociedade em que a miséria teria desaparecido (o futuro radioso, a justiça, a prosperidade...), os deputados desses países preferiram enfrentá-la como tal e considerar que ela fazia parte, na sociedade, do que havia de pior. Política não do melhor possível, mas do pior real.
Não que isso resolva tudo, nem que não se podia fazer melhor. Constato que essas leis mudaram efetivamente alguma coisa, no sentido correto, e que elas são nisso, um exemplo da utilidade da política. A política não serve para administrar (muito embora não haja política sem gestão), mas para mudar (ou, conforme o caso, para combater a mudança), e isso é uma coisa que um administrador faz dificilmente.

A "política do pior" não deve ser confundida portanto, com uma "política do mal menor", se se entender por isso uma política que se contentaria com não agravar a situação (quando se trata evidentemente de melhorá-la) ou com não fazer o pior (quando se trata não apenas de não fazê-lo mas de enfrentá-lo). Uma política do mal menor seria o menos possível de política (uma política da menor política!) e o triunfo, novamente, da pura gestão. Uma política do pior, ao contrário, é necessariamente uma política da transformação (trata-se de não mais suportar o pior), o que supõe um "plus" de política: é sempre necessário mais vontade e combates para transformar do que para administrar. Mas esse "plus" é a própria política, ou pelo menos o que lhe dá sua urgência e sua dignidade.

Texto inspirado a partir de "Uma política do pior? (O socialismo entre conservadorismo e utopia) de Comte-Sponville"

sábado, 31 de julho de 2010

Como ser um conservador-liberal-socialista

Por Leszek Kolakowski.

Lema: "Por favor, um passo à frente para trás!" Essa é a tradução aproximada de uma solicitação que um dia eu ouvi em um bonde em Varsóvia. Proponho-me a fazer dela o slogan de uma poderosa Internacional, que não existe.

Um conservador acredita:

1. Que na vida humana nunca houve e nunca haverá melhorias que não sejam pagas com deteriorações e males, assim, ao considerar cada projeto de reforma e melhoria, o seu preço tem de ser avaliado. Dito de outra forma, inúmeros males são compatíveis (ou seja, que podemos sofre-los de forma abrangente e ao mesmo tempo), enquanto que muitos bens são limitados ou anulam-se uns aos outros e, portanto, nós nunca vamos aproveitá-los completamente, ao mesmo tempo. Uma sociedade em que não há igualdade nem liberdade de qualquer tipo, é perfeitamente possível, mas uma ordem social que combina a igualdade total e a liberdade não o é. O mesmo se aplica à compatibilidade do planejamento e do princípio da autonomia, a segurança e o progresso técnico. Dito de outra maneira, não há final feliz da história humana.

2. Que nós não sabemos até que ponto várias formas tradicionais de vida social - família, os ritos, a nação, as comunidades religiosas - são necessários para tornar a vida tolerável na sociedade ou mesmo possível. No entanto, não há razão para acreditar que a destruição dessas formas ou por expor sua irracionalidade, possamos aumentar nossas chances de felicidade, paz, segurança e liberdade. Não podemos saber o que ocorreria se, por exemplo, a família monogâmica fosse revogada, ou se o honrado costume de enterrar os mortos cedesse lugar à reciclagem racional de cadáveres para fins industriais. Seria aconselhável, no entanto, esperar o pior.

3. Que a idéia fixa da filosofia do Iluminismo - a saber, que a inveja, vaidade, ganância e agressão são causadas pelas deficiências das instituições sociais e que desaparecerão uma vez que estas instituições forem reformadas - não só é completamente inverossímil e contrária à experiência, mas extremamente perigosa. Como estas instituições teriam podido existir se fossem tão contrárias à verdadeira natureza do homem? A esperança de que podemos institucionalizar fraternidade, amor e altruísmo é já ter um plano confiável para o despotismo.

Um liberal é convicto de que:

1. Essa idéia antiga de que a finalidade do Estado é a segurança continua a ser válida. Ela mantém o seu valor mesmo se a noção de "segurança" for expandida para incluir não só a protecção de pessoas e bens por meio da lei, mas também todo um sistema de seguro: que as pessoas não deveriam morrer de fome se encontram-se desempregadas, que os pobres não devem ser condenados à morte por falta de assistência médica, que as crianças devem ter acesso gratuito à educação - todos estes também devem fazer parte da segurança. No entanto, a segurança nunca deve ser confundida com a liberdade. O Estado não garante a liberdade de ação regulamentando vários aspectos da vida, mas sim não fazendo nada. Na verdade, a segurança só pode ser expandida às custas da liberdade. Em todo caso, fazer as pessoas felizes não é a função do Estado.

2. Que as comunidades humanas são ameaçados não só pela estagnação, mas também pela degradação quando eles são tão organizados que não há mais espaço para a iniciativa individual e a criatividade. O suicídio coletivo da humanidade é concebível, mas um formigueiro humano permanente não é, pela simples razão de que não somos formigas.

3. Que é altamente improvável que uma sociedade na qual todas as formas de competitividade tenham sido aniquiladas continuaria a ter o estímulo necessário para a criatividade e progresso. Mais igualidade não é um fim em si, mas apenas um meio. Em outras palavras, não há sentido em lutar por mais igualdade, se os resultados forem apenas o nivelamento por baixo daqueles que estão em melhor situação, e não a elevação dos desfavorecidos. Perfeita igualdade é um ideal auto-destrutivo.

Um socialista acredita que:

1. Sociedades em que a busca do lucro é o único regulador do sistema produtivo são ameaçadas por catástrofes - talvez mais graves - que sociedades em que o lucro tenha sido totalmente eliminado da regulação das forças de produção. Há boas razões para que liberdade de atividade econômica deva ser limitada por razões de segurança, e para que o dinheiro não deva automaticamente produzir mais dinheiro. Mas a limitação da liberdade nesse caso deve ser compreendida tal como, e não considerada como uma forma superior de liberdade.

2. É absurdo e hipócrita concluir que, simplesmente porque uma sociedade perfeitamente sem conflitos é impossível, todas as formas existentes de desigualdade sejam inevitáveis e que todas as formas de fins lucrativos justificadas. O tipo de pessimismo antropológico conservador que conduziu à convicção surpreendente de que um imposto de renda progressivo era uma abominação desumana é o mesmo, ou tão suspeito quanto, o tipo de otimismo histórico em que o Arquipélago Gulag foi baseado.

3. A tendência a submeter a economia a importantes controles sociais deve ser incentivada, mesmo que o preço a ser pago seja o aumento da burocracia. Tais controles, porém, devem ser exercidos no âmbito da democracia representativa. Assim, é essencial planejar instituições que combatam a ameaça à liberdade que é produzida pelo crescimento desses controles eles mesmos.

Tanto quanto eu posso ver, este conjunto de ideias reguladoras não é auto-contraditório. E, portanto, é possível ser um conservador-liberal-socialista. Isto equivale a dizer que essas três denominações particulares já não são (opções) mutuamente exclusivas.

Quanto à poderosa Internacional, que mencionei no início - ela nunca vai existir, porque não pode prometer às pessoas que elas vão ser felizes.

Leszek Kolakowski, Modernity on Endless Trial, University of Chicago Press, 1990.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Esse maravilhoso analfabeto

                                  Texto de Pedro Lima
                       (Economista e Professor da UFRJ)

FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de Sociologia quanto o governador de São Paulo, José Serra, entende de economia. Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; e que também não entende de economia; pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos [14 universidades públicas e entendeu mais de 40 campi], e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade [meio milhão de bolsa para pobres em escolas particulares].

Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 291 dólares [valores de janeiro de 2010], e não quebrou a previdência como queria FHC.
Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG-Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis [maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta].
Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8 [criou o G-20].

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu; mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos) uma mulher no cargo de primeira ministra, e que pode inclusive, fazê-la sua
sucessora.

Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC; antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir; hoje o PAC é um amortecedor da crise.

Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre [como também na linha branca de eletrodomésticos].

Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais; é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual [o melhor do mundo
para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...].

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com George Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador;.. é amigo do tal John Sweeny [presidente da AFL-CIO - American Federation Labor-Central Industrial Congres - a central de
trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...] e entra na Casa Branca com credencial de negociador e fala direto com o Tio Sam lá, nos "States".

Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa é autor da [maior] mudança geopolítica das Américas [na história].

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas; faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.

Lula, que não entende nada de nada;.. é bem melhor que todos os outros...!

Pedro Lima
Economista e professor de economia da UFRJ