
Alguns filósofos disseram e outros ainda dizem que somos capazes, mesmo (principalmente?) sem o apoio da religião, mas talvez não sem antes aprendermos sobre o Amor e assim aprendermos a amar e a amar melhor. "Ciência é conhecimento organizado, sabedoria é vida organizada" (I. Kant). E é preciso ir além da experiência já que "esta não nos ensina sobre as essências das coisas" (B. Spinoza).
Comte-Sponville, filósofo francês contemporâneo, vai mais longe: "O Século XXI será o de uma espiritualidade laica ou não será nada".
Dados > informação > conhecimento > ..., sim, esse poderia ser o destino do ser humano. Entretanto, se nesse percurso ou evolução, que me parece passar por uma forte humanização da tecnologia (principalmente talvez da tecnologia da informação), pararmos no patamar (ou nível do) conhecimento, e se esse patamar nos bastar, então realmente talvez poderemos não sobrevivamos ao Século XXI. Isso diz muito sobre a premência da ética na ciência hoje. Assim, como Sponville, também acredito que é preciso encontrar uma espiritualidade sem Deus, sem dogmas, sem a Igreja, que nos previna, tanto contra o fanatismo quanto contra o niilismo.
No post Falando de Amor escolhi, para me instruir sobre o tema, as ideias de Sponville que versam sobre a história contada no livro Banquete de Platão - ou, "a propósito do Amor".

3 comentários:
Concordo desque que a pessoa se sinta bem e semeie o bem, que mal tem?!
Acho possivel, mas não vivencio, a espiritualidade sem religião!!!!
Abraço
Cristo é um modelo, para os ocidentais o maior, dessa espiritualidade vivida no amor pelo outro (amor agapè), ou seja na caridade. Mas a religião não é obra de Cristo, e sim dos homens. Assim, penso que a religião não é necessária à espiritualidade.
Lú, assim como Compte-Sponville eu acredito que podemos encontrar uma espiritualidade sem dogmas, que nos previna, tanto contra o fanatismo quanto contra o niilismo. Isso porque diante do desenvolvimento científico que se dará nesse século, ou ele será laico ou não será.
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