By Remez Sasson
Watch closely your consciousness, this feeling and sensation of being aware and alive, and observe what you feel. I do not mean that you look at the contents of your mind. I mean becoming fully aware and conscious of the sensation of being alive and existing. Some concentration ability is required to perform this simple exercise, because the mind and its thoughts will probably try to stand in your way.
This consciousness I am referring to, is not the awareness of having a body, emotions or thoughts, but of something beyond.
This consciousness is your inner being, and there is nothing mysterious or mystical about it. We all experience this consciousness constantly, but never investigate or try to be consciously and intently aware of it. This is because the mind and the attention flow outside, and rarely inside.
You might ask: "Why do I need to be aware of this consciousness? I have never thought about it before. Why now?"
You are this consciousness - it is your being, and you therefore need to know about it. If you own a car, don't you want to know, at least superficially, how to take care of it? If you own a TV, a mobile phone or some other electrical appliance, don't you want to know how to use it efficiently, and understand, at least a little, how it works?
The more you become aware of your consciousness, the more you become conscious and aware of its power, and can utilize its power. Calmness, peace of mind, freedom from anxiety and worry, inner strength and happiness are some of the by-products of becoming conscious and aware of your inner consciousness.
When watching a beautiful, breathtaking landscape, do you sometimes become immersed and overwhelmed by it, and for some moments you cease to be aware of your body, feelings and thoughts? For a little while you become merged in some sort of silence.
A little while later, your mind starts verbalizing about the landscape, and you become aware again of your feelings and thoughts. You return to your ordinary consciousness and awareness of your body and its sensations.
You did not lose consciousness during this experience. It was a happy and joyous experience, in which you became aware of something beyond your ordinary awareness.
This consciousness is beyond the body, feelings and thoughts. It is beyond beliefs, attitudes, names, gender, family and social or economic status. It is your inner being.
Body feelings and thoughts are changeable and impermanent. Even the cells of the body change in time. Yet, the Higher Consciousness never changes. It is immutable. It holds everything else together like a string that holds a necklace of pearls. It is constant, but all the "things" attached to it or revolving around it always change.
When you reject every component as not your "I", the residue that remains is something, which cannot be described, only lived. It is an impersonal "I". It cannot be the object of thought, because it is above and beyond thoughts and the mind.
You can know, experience and be this "I", but you cannot think about it or analyze it, as it is not an outside object. This "I", this consciousness is the real you.
Discussing this consciousness is just mental acrobatics, because this consciousness is beyond thoughts. It is fully experienced only when thoughts cease, whether unintentionally, as in the above case of watching a landscape, or intentionally when special exercises are performed to enhance it.
By teaching yourself to be aware and immersed of this consciousness, the mind and the flow of thoughts calm down, and you experience inner peace. This is usually done through meditation and proper mental attitude.
Being able to concentrate is a great help. Reading spiritual literature, or coming in contact with people who are living in constant spiritual awareness are great aids. Your practice should be done in a relaxed and calm way, without thinking of the target or worrying about it too much.
You do not need to search for this Consciousness. It is here, and you are living in it all the time. You only forgot it. You are letting thoughts rule your life. The sky is always up there. If you don't see it, this is because of the clouds that cover it. In the same way the clouds of thoughts cover your Consciousness, but by removing them you become aware of it.
This Consciousness I am talking about, is not the everyday, ordinary awareness of our body, ego and personality. It is not the awareness of the world around us. It is a sort of "Higher Consciousness" that stands beyond the ordinary one, and is responsible for it.
The ordinary consciousness is changeable and intermittent. At times we are aware of the outer world and at other times unaware or only partially aware. There are times of sleep and times of wakefulness. Yet, the "Inner Consciousness" is always present. It never ceases to be and is always present. It is at the background of whatever happens in life.
Developing the power of concentration, practicing meditation and trying to be aware of your Awareness, Consciousness, and Being, is the way to the golden key that opens the door of Enlightenment.
mas só o coração iluminando a razão e a razão conduzindo o coração, podem nos trazer alguma sabedoria... ilusão de filósofo.
Minha questão é saber como o ser humano pode viver melhor, e isso só a filosofia é capaz de responder...
"Como os gregos, nós hoje achamos que uma vida mortal bem-sucedida é melhor que ter uma imortalidade fracassada, uma vida infinita e sem sentido. Buscamos uma vida boa para quem aceita lucidamente a morte sem a ajuda de uma força superior." (Luc Ferry)
"Como os gregos, nós hoje achamos que uma vida mortal bem-sucedida é melhor que ter uma imortalidade fracassada, uma vida infinita e sem sentido. Buscamos uma vida boa para quem aceita lucidamente a morte sem a ajuda de uma força superior." (Luc Ferry)
domingo, 26 de agosto de 2012
Consciousness, Awareness and Being
O sujeito existe como abertura do ser e é a consciência que o constitui
Inúmeras dimensões ou entidades constituem o nosso ser (que é sempre ser no mundo, espacial e temporal). São dimensões inseparáveis na prática, embora possam ser distinguíveis em teoria.
Teoricamente podemos esquematizar da seguinte maneira: há a sensibilidade, através dos cinco sentidos: tato, paladar, olfato, visão e audição (responsáveis por diferentes sensações e emoções: fome, sede, libido, desejo etc.) e há o pensamento, entendimento (ou razão) ... estão todos profundamente relacionados e, inseparáveis, vão constituindo o sujeito. São inseparáveis pois basta notar que só há razão se houver desejo de razão.
Mas há ainda algo que não foi mencionado... e o que seria essa terceira entidade a constituir o nosso ser, para além do sujeito? refiro-me à consciência. A consciência é a dimensão que, colocando-se entre as duas outras, faz cessar a soberania do sujeito e exige obediência do ser ao seu próprio entendimento.
É ela, a consciência, que permite a liberdade do ser humano em relação à natureza. Com ajuda da razão, embebida e inseparável da sensibilidade, e orientada pelo conhecimento (i.e., a crença numa ordem exterior mais ou menos compreendida), a consciência delibera e gera a ação humana (que pode ser virtuosa ou não, adequada ou não).
A razão, a consciência e a sensibilidade inapelavelmente juntas constituem o ser, essas dimensões simplesmente parecem ter vida própria no meu ser! Contudo, é a consciência em seus variados graus de potência que pode me libertar dos outros dois, quando esses me fazem mal; ou me permite, mais profundamente, beneficiar-me deles quando são bons.
É a consciência que me traz o sentido de presença; presença do sensível e do racional, da emoção e do pensamento.
Um exemplo? vejamos: se em determinada circunstância a emoção sensível vem espontaneamente ou causada por um pensamento (vem por causa dele, já que a razão é também uma espécie de sensibilidade), e eu não a dissimulo, eu não a nego, mas a compartilho (com uma simples frase, p. ex.) com outras pessoas a minha volta, então isso fará com que ela, a emoção, diminua e deixe de controlar o meu ser. Experimenta-se melhor então a plenitude do momento presente (presença), e tem-se a emoção do pensamento adequado, encadeado e racional.
Eis o efeito da consciência, da presença, do ser humano vivendo e experimentando o mundo. É ela a geradora da liberdade que o projeta para além do animal (identificado à natureza) e o aproxima do espiritual, que é separado do natural. Essa dimensão espiritual do homem, que é separada do natural e ao mesmo tempo contida nele (porque imanente), é o sagrado no homem. O conjunto do espiritual em cada ser humano conforma o divino. Nesse sentido a consciência é a verdade do ser. Ao longo da vida ela constitui o sujeito em sua essência, que poderá ser mais ou menos autêntica.
Esquema:
AÇÃO <(dirige) = (condiciona)> PENSAMENTO <(orienta) = (elabora)> CONHECIMENTO
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||=> DESEJO
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Sobre o paradoxo da igualdade na diferença
Por que tratar todos como iguais requer antes reconhecer e explicitar diferenças?
De fato, se as diferenças não forem reconhecidas explicitamente e protegidas pela sociedade enquanto portadoras de legítimas diversidades dos sujeitos, elas serão fatalmente plasmadas em desigualdades sociais indesejáveis por todos. Negar tais diferenças significa perder a oportunidade de materializa-las na pluralidade salutar e criativa que constitui os sujeitos sociais. Assim, a negação ou não explicitação das diferenças acaba por escamotear os sujeitos e despotencializar seu desenvolvimento pleno, fazendo-os vítimas de estruturas sociais implícitas que os massacram.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Fé é fidelidade. É praticar o que se prega.
De toda a apologética teológica, o mais importante conselho é também o mais subestimado. O argumento mais convincente é o que é feito sem palavras. A palavra nunca basta. Com frequência dizemos uma coisa e fazemos outra. Proclamamos mudanças de vida, mas estamos constantemente a reincidir em nossos velhos hábitos.
O exercício da convivência com o outro expõe claramente esse estado de coisas e nos indica o quanto há a percorrer, a meditar. Muitos nos achamos salvos, com frequência por algo fora de nós mesmos. Algo que nos perdoará sempre, sob quaisquer circunstâncias. Mas mesmo nos achando salvos, muitas vezes, nos pegamos irritados, nervosos, descentrados, entristecidos, aborrecidos e entediados conosco e com nossos próximos.
Insistimos em viver nossas vidas num oceano de vaidades, de insegurança e de desamor. Aceitamos isso com resignação pois pretendemos que o espírito nos salvará um dia desse mar de lágrimas, de nosso corpo "diabólico", dessas nossas falas, desses nossos gestos e comportamentos. E assim vamos vivendo como seres divididos, corpo escondido atrás da máscara do espírito.
A separação platônico/cartesiana espírito-corpo é a expressão clara da dualidade do nosso ser. Ela justifica a constante luta na busca do controle do corpo pecador pelo espírito obstinado. Convictos de sermos essa dualidade, poucos de nós chamamos para nós mesmos a responsabilidade pela salvação de nossa vida na terra.
Como cristãos, quando nos esforçamos em ser testemunhos para outros, o que estamos realmente dizendo é que a nossa vida é regida pelo exemplo de Cristo. Por um conjunto de crenças e doutrinas reveladas por Cristo. Recomendamos a outros que também aceitem essas mesmas crenças, doutrinas e fé. Que os levaria a um estilo de vida preferível ao que eles já estão vivendo. Mas, se nosso estilo de vida como apologistas não reflete isso, o que estamos realmente dizendo às pessoas? Se nosso estilo de vida não é diferente do deles, o que isso realmente quer dizer sobre as nossas crenças, doutrinas e fé?
Com frequência, a principal queixa contra o cristianismo é a hipocrisia. Para muitos ateus, a ideia de que ser cristãos nos torna boas pessoas é tão boba quanto achar um mentiroso sincero.
Ao invés de nos crermos escolhidos e protegidos pelo amor de Deus, de agirmos como seres arrogantes que se creem minideuses, reconheçamos que somos todos humanos, todos falíveis e fracos em nossos próprios caminhos. Reconheçamos isso e a partir daí tenhamos fé. Mas não qualquer fé. Refiro-me à fé de acreditar que o homem está destinado a levar uma vida melhor, menos sofrida e mais serena, tranquila, de coração apaziguado e integrado ao universo cósmico. Essa fé não significa necessariamente acreditar que há algo/alguém fora do universo, algo transcendente, que me indica o caminho e me salva, apesar de mim mesmo, apesar de meus erros, mentiras e traições. A salvação por essa fé vem do interior do ser próprio e do ser humanidade. Essa fé emancipa, transforma a realidade do ser, o humaniza e mostra o caminho de união com o Todo, através de ações conscientemente plenas, saudáveis, amorosas e cuidadosas.
Mais valeria reconhecer esse estado de penúria e colocar-se inteiros (e não divididos) no caminho da unidade consigo mesmo e com o cosmos. Entretanto, através de nossas ações, estamos a minar qualquer argumento apologético, a doutrina, a crença e até mesmo a nossa própria fé proclamada. A apologética não deveria ser sobre conquistar uma mentalidade obstinada, um espírito em constante luta contra o corpo que o hospeda, que abomina a falta de lógica do corpo. A apologética é respeitar o velho ditado "pratica o que prega" e é, de longe, o menos refletido de todos os métodos apologéticos - e por boas razões, porque é o mais difícil. Enquanto dizemos a outros para reconhecer suas próprias falhas, estamos muitas vezes mostrando as nossas. E, embora elas estejam bem debaixo do nosso nariz, nós muitas vezes não as reconhecemos plenamente.
Diz-se sempre que a salvação pela fé é um dom, mas muitas vezes dizemos isso sem entender o que realmente significa. Aqueles que tem fé dizem isso com tanta frequência que perdem de vista o princípio real envolvido.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Capítulo 13 da epístola de São Paulo sobre o AMOR (ÁGAPE)
“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse Amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse Amor, nada disso me aproveitaria. O Amor é paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. O Amor nunca falha. Havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o Amor, estes três; mas o maior destes é o Amor”.
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Penso que esse "então" (S. Paulo nessa carta) é o "aqui e agora": i.e., o eterno presente da vida quando vivida no Amor. Fé e esperança são meras ilusões, úteis entretanto, para acalmar nossos fracos corações e mentes. Principalmente porque desse Amor puro não somos capazes. Amamos pouco, amamos mal.
sábado, 14 de abril de 2012
sábado, 31 de março de 2012
O Conhecimento segundo a Filosofia da Informação
A metafísica é o estudo do que há, do que existe. Os antigos descreviam-na como o problema do ser.
Não se pode fazer metafísica sem conhecer como se pode conhecer (questão epistemológica) o que há para se conhecer (questão ontológica). Ou seja, em que condições mínimas pode-se afirmar que se conhece algo?
A questão epistemológica de conhecer (saber) como conhecemos é uma questão fundamentalmente circular. A questão ontológica de conhecer algo sobre o que existe cria ainda um outro círculo, porque aquele que conhece é ele próprio uma das coisas que existem para ser conhecidas (auto-conhecimento).
Entretanto, a princípio nada indica que essas definições circulares precisam ser viciosas. Elas podem simplesmente constituir um conjunto coerente de idéias usadas para descrever a nós mesmos e o mundo externo. Se as descrições são logicamente válidas, ou verificáveis empiricamente, conclui-se que se está aproximando da "verdade" sobre as coisas, adquirindo conhecimento.
É necessário então descrever o conhecimento em si - como uma coisa existente em nossas mentes e no mundo externo. A Filosofia da Informação faz isso baseando-se exclusivamente na noção abstrata, mas quantitativa de informação.
A informação é armazenada e codificada em estruturas. Estruturas no mundo constroem-se seguindo leis naturais, incluindo as leis físicas e biológicas. Estruturas na mente são parcialmente construídas por processos biológicos e parcialmente construídas pela inteligência humana, que é livre, criativa e imprevisível.
Conhecimento é informação gerada e armazenada na mente e nos artefatos humanos como histórias, livros e computadores interconectados. Conhecimento é informação acionável que forma a base para pensamentos, ações e crenças.
Conhecimento inclui toda a informação cultural criada pelas sociedades humanas. Também inclui as teorias e experimentos dos cientistas, que colaboram para estabelecer o nosso conhecimento do mundo externo. O conhecimento científico é o que mais próximo está de ser independente de qualquer mente humana, embora seja ainda dependente de uma comunidade aberta de inquiridores (sociedade aberta de K. Popper).
Para além da correspondência, do isomorfismo, do mapeamento um-para-um, entre as estruturas de informação (e processos) no mundo e as aquelas representativas dessas estruturas e funções na mente, a filosofia informação afirma que temos conhecimento pessoal ou subjetivo quantificável do mundo.
Para além do acordo (de novo uma correspondência ou isomorfismo) entre a informação nas mentes de uma comunidade aberta de investigadores que procuram as melhores explicações para os fenômenos, a filosofia da informação reivindica ainda que temos conhecimento inter-subjetivo quantificável de outras mentes e do mundo externo a elas. Este é o mais perto que chegamos do conhecimento "objetivo", e conhecimento dos objetos - "coisas em si" de Kant.
O conhecimento historicamente tem sido identificado pelos filósofos com a linguagem, a lógica e as crenças humanas. Epistemólogos, desde o Theatetus de Platão e dos Analíticos posteriores de Aristóteles aos filósofos da linguagem contemporâneos, identificam o conhecimento com as declarações ou proposições que podem ser logicamente analisadas e validadas.
Especificamente, a epistemologia tradicional define o conhecimento como "crença verdadeira justificada". Crenças subjetivas são geralmente expressas em termos de proposições. Por exemplo,
S sabe que P se e somente se
(i) S acredita que P,
(ii) P é verdadeira, e
(iii) S está justificado em crer que P.
Na longa história do problema do conhecimento, todos essas três condições (elas mesmas formas de conhecer) revelaram-se muito difíceis para os epistemólogos. Entre as razões ...
(i) Uma crença é um estado mental interno que está para além da compreensão plena por parte de observadores externos especialistas. Mesmo o sujeito ele mesmo tem limitado acesso imediato a tudo o que sabe ou acredita. Por uma reflexão mais profunda, ou pela consulta de fontes externas de conhecimento, ele pode "mudar de idéia". Ou seja, revisar seus estados doxásticos.
(ii) A verdade sobre qualquer fato no mundo é vulnerável ao ataque cético ou sofista. O conceito de verdade deve ser limitado a usos em sistemas lógicos e matemáticos de pensamento. "Verdades" no mundo real/empírico são sempre falíveis e passíveis de revisão à luz de novos conhecimentos.
(iii) A noção da justificação de uma crença pelo fornecimento de razões é vaga, circular ou uma regressão infinita. Que razões podem ser dadas de que as razões elas mesmas não tem outras razões que as justifiquem? Em vista de (i) e (ii) que valor tem uma "justificação" que é falível, ou pior ainda, falsa?
(iv) Epistemólogos tem estudado principalmente crenças pessoais ou subjetivas. Temendo a concorrência com as ciências empíricas e seus métodos para o estabelecimento do que seja conhecimento, eles enfatizam que a justificação deve ser baseada em razões internamente acessíveis ao sujeito. Alguns descrevem erradamente como "externas" crenças inconscientes de um sujeito ou crenças indisponíveis para a memória imediata. Estas são apenas inacessíveis, e talvez apenas temporariamente.
(v) A ênfase na lógica tem levado alguns epistemólogos à alegação de que o conhecimento é fechado sob implicação estrita (ou material). Isto assume que o processo do conhecimento ordinário é informado pela lógica, em particular, que
(fechamento) Se S sabe que P e P implica Q, então S sabe que Q.
Porém, nós só podemos dizer que S está em uma posição para deduzir Q, se ele é treinado em lógica.
Assim, não é surpresa que os epistemólogos falharam em todos os esforços para dar ao conhecimento uma base sólida, muito menos estabelecer o conhecimento como certeza apodítica, como Platão e Aristóteles esperavam e René Descartes achou que ele tinha estabelecido, para além de qualquer dúvida razoável.
Talvez exagerando a ameaça da ciência como um método comprovadamente mais bem sucedido para o estabelecimento do que seja o conhecimento, os epistemólogos esperavam se diferenciar e preservar sua abordagem filosófica própria. Alguns sustentaram que o objetivo do positivismo lógico (por exemplo, Russell, primeiro Wittgenstein e o Círculo de Viena) que a análise filosófica deveria fornecer um fundamento normativo à priori exclusivamente baseado no conhecimento científico empírico.
Argumentos lógicos positivistas para o caráter não-inferencial auto-validativo de percepções lógicas atômicas tais como "vermelho, aqui, agora" tenham talvez levado alguns epistemólogos a pensar que as percepções pessoais podem justificar diretamente algumas crenças "fundacionistas".
O método filosófico de análise lingüística (Filosofia da Linguagem, inspirada no segundo Wittgenstein) não tem conseguido muito mais. É pouco provável que o conhecimento de qualquer tipo seja redutível simplesmente à análise conceitual cuidadosa de frases, declarações e proposições.
A Filosofia da Informação olha mais profundamente, para além da superfície das ambigüidades da linguagem.
A Filosofia da Informação distingue pelo menos três tipos de conhecimento, cada um exigindo sua própria análise epistemológica especial:
- Conhecimento subjetivo ou pessoal, incluindo introspecção e intuição, bem como as comunicações com e percepções de outras pessoas e do mundo externo.
- Conhecimento comunal ou social das criações culturais, incluindo ficção, mitos, convenções, leis, história, etc
- Conhecimento de um mundo físico externo, independente de uma mente.
Nos passos da mecânica quântica, interpreta-se que quando uma informação é armazenada em uma estrutura, seja no mundo, nos artefatos humanos, ou numa mente, dois processos físicos fundamentais ocorrem. O primeiro é um colapso de uma função de onda* da mecânica quântica. O segundo é uma diminuição local da entropia correspondente ao aumento da informação. A entropia que sobra deve ser transferida para longe para satisfazer a segunda lei da termodinâmica.
Estes processos de nível quântico são suscetíveis ao ruído. A informação armazenada pode ter erros. Quando a informação é recuperada, é novamente suscetíveis ao ruído, que pode adulterar o conteúdo da informação. Em ciência da informação, o ruído é geralmente o inimigo da informação. Mas um pouco de ruido pode criar liberdade, uma vez que é a fonte de novidades, de criatividade e invenção, e de variação no pool genético biológico.
Sistemas biológicos têm mantido e aumentado o seu conteúdo invariável de informação ao longo de bilhões de gerações. Nós (humanos) aumentamos nosso conhecimento do mundo exterior, apesar da incerteza lógica, matemática e física que persistem sobre ele. Ambos, sistemas biológicos e homens fazem-no em face do ruído aleatório, trazendo a ordem (ou cosmos) ao caos. Ambos fazem-no com a detecção de erros e o uso de esquemas sofisticados de correção que limitam os efeitos do acaso. O esquema que usamos para corrigir o conhecimento humano é a ciência, uma combinação de teorias livremente inventadas e experiências adequadamente determinadas.
*Na mecânica quântica, o colapso de uma função de onda (também chamado de colapso do vetor de estado ou redução do pacote de ondas) é o fenômeno em que uma função de onda inicialmente em uma superposição de vários diferentes possíveis eigenstates (valor próprio ou autovalor) - parece reduzir a um único dos estados após interação com um observador. Em termos simplificados, é a redução das possibilidades físicas em uma única possibilidade como pode ser vista por um observador. É um dos dois processos pelos quais os sistemas quânticos evoluem no tempo, de acordo com as leis da mecânica quântica como apresentados por John von Neumann.
Não se pode fazer metafísica sem conhecer como se pode conhecer (questão epistemológica) o que há para se conhecer (questão ontológica). Ou seja, em que condições mínimas pode-se afirmar que se conhece algo?
A questão epistemológica de conhecer (saber) como conhecemos é uma questão fundamentalmente circular. A questão ontológica de conhecer algo sobre o que existe cria ainda um outro círculo, porque aquele que conhece é ele próprio uma das coisas que existem para ser conhecidas (auto-conhecimento).
Entretanto, a princípio nada indica que essas definições circulares precisam ser viciosas. Elas podem simplesmente constituir um conjunto coerente de idéias usadas para descrever a nós mesmos e o mundo externo. Se as descrições são logicamente válidas, ou verificáveis empiricamente, conclui-se que se está aproximando da "verdade" sobre as coisas, adquirindo conhecimento.
É necessário então descrever o conhecimento em si - como uma coisa existente em nossas mentes e no mundo externo. A Filosofia da Informação faz isso baseando-se exclusivamente na noção abstrata, mas quantitativa de informação.
A informação é armazenada e codificada em estruturas. Estruturas no mundo constroem-se seguindo leis naturais, incluindo as leis físicas e biológicas. Estruturas na mente são parcialmente construídas por processos biológicos e parcialmente construídas pela inteligência humana, que é livre, criativa e imprevisível.
Conhecimento é informação gerada e armazenada na mente e nos artefatos humanos como histórias, livros e computadores interconectados. Conhecimento é informação acionável que forma a base para pensamentos, ações e crenças.
Conhecimento inclui toda a informação cultural criada pelas sociedades humanas. Também inclui as teorias e experimentos dos cientistas, que colaboram para estabelecer o nosso conhecimento do mundo externo. O conhecimento científico é o que mais próximo está de ser independente de qualquer mente humana, embora seja ainda dependente de uma comunidade aberta de inquiridores (sociedade aberta de K. Popper).
Para além da correspondência, do isomorfismo, do mapeamento um-para-um, entre as estruturas de informação (e processos) no mundo e as aquelas representativas dessas estruturas e funções na mente, a filosofia informação afirma que temos conhecimento pessoal ou subjetivo quantificável do mundo.
Para além do acordo (de novo uma correspondência ou isomorfismo) entre a informação nas mentes de uma comunidade aberta de investigadores que procuram as melhores explicações para os fenômenos, a filosofia da informação reivindica ainda que temos conhecimento inter-subjetivo quantificável de outras mentes e do mundo externo a elas. Este é o mais perto que chegamos do conhecimento "objetivo", e conhecimento dos objetos - "coisas em si" de Kant.
O conhecimento historicamente tem sido identificado pelos filósofos com a linguagem, a lógica e as crenças humanas. Epistemólogos, desde o Theatetus de Platão e dos Analíticos posteriores de Aristóteles aos filósofos da linguagem contemporâneos, identificam o conhecimento com as declarações ou proposições que podem ser logicamente analisadas e validadas.
Especificamente, a epistemologia tradicional define o conhecimento como "crença verdadeira justificada". Crenças subjetivas são geralmente expressas em termos de proposições. Por exemplo,
S sabe que P se e somente se
(i) S acredita que P,
(ii) P é verdadeira, e
(iii) S está justificado em crer que P.
Na longa história do problema do conhecimento, todos essas três condições (elas mesmas formas de conhecer) revelaram-se muito difíceis para os epistemólogos. Entre as razões ...
(i) Uma crença é um estado mental interno que está para além da compreensão plena por parte de observadores externos especialistas. Mesmo o sujeito ele mesmo tem limitado acesso imediato a tudo o que sabe ou acredita. Por uma reflexão mais profunda, ou pela consulta de fontes externas de conhecimento, ele pode "mudar de idéia". Ou seja, revisar seus estados doxásticos.
(ii) A verdade sobre qualquer fato no mundo é vulnerável ao ataque cético ou sofista. O conceito de verdade deve ser limitado a usos em sistemas lógicos e matemáticos de pensamento. "Verdades" no mundo real/empírico são sempre falíveis e passíveis de revisão à luz de novos conhecimentos.
(iii) A noção da justificação de uma crença pelo fornecimento de razões é vaga, circular ou uma regressão infinita. Que razões podem ser dadas de que as razões elas mesmas não tem outras razões que as justifiquem? Em vista de (i) e (ii) que valor tem uma "justificação" que é falível, ou pior ainda, falsa?
(iv) Epistemólogos tem estudado principalmente crenças pessoais ou subjetivas. Temendo a concorrência com as ciências empíricas e seus métodos para o estabelecimento do que seja conhecimento, eles enfatizam que a justificação deve ser baseada em razões internamente acessíveis ao sujeito. Alguns descrevem erradamente como "externas" crenças inconscientes de um sujeito ou crenças indisponíveis para a memória imediata. Estas são apenas inacessíveis, e talvez apenas temporariamente.
(v) A ênfase na lógica tem levado alguns epistemólogos à alegação de que o conhecimento é fechado sob implicação estrita (ou material). Isto assume que o processo do conhecimento ordinário é informado pela lógica, em particular, que
(fechamento) Se S sabe que P e P implica Q, então S sabe que Q.
Porém, nós só podemos dizer que S está em uma posição para deduzir Q, se ele é treinado em lógica.
Assim, não é surpresa que os epistemólogos falharam em todos os esforços para dar ao conhecimento uma base sólida, muito menos estabelecer o conhecimento como certeza apodítica, como Platão e Aristóteles esperavam e René Descartes achou que ele tinha estabelecido, para além de qualquer dúvida razoável.
Talvez exagerando a ameaça da ciência como um método comprovadamente mais bem sucedido para o estabelecimento do que seja o conhecimento, os epistemólogos esperavam se diferenciar e preservar sua abordagem filosófica própria. Alguns sustentaram que o objetivo do positivismo lógico (por exemplo, Russell, primeiro Wittgenstein e o Círculo de Viena) que a análise filosófica deveria fornecer um fundamento normativo à priori exclusivamente baseado no conhecimento científico empírico.
Argumentos lógicos positivistas para o caráter não-inferencial auto-validativo de percepções lógicas atômicas tais como "vermelho, aqui, agora" tenham talvez levado alguns epistemólogos a pensar que as percepções pessoais podem justificar diretamente algumas crenças "fundacionistas".
O método filosófico de análise lingüística (Filosofia da Linguagem, inspirada no segundo Wittgenstein) não tem conseguido muito mais. É pouco provável que o conhecimento de qualquer tipo seja redutível simplesmente à análise conceitual cuidadosa de frases, declarações e proposições.
A Filosofia da Informação olha mais profundamente, para além da superfície das ambigüidades da linguagem.
A Filosofia da Informação distingue pelo menos três tipos de conhecimento, cada um exigindo sua própria análise epistemológica especial:
- Conhecimento subjetivo ou pessoal, incluindo introspecção e intuição, bem como as comunicações com e percepções de outras pessoas e do mundo externo.
- Conhecimento comunal ou social das criações culturais, incluindo ficção, mitos, convenções, leis, história, etc
- Conhecimento de um mundo físico externo, independente de uma mente.
Nos passos da mecânica quântica, interpreta-se que quando uma informação é armazenada em uma estrutura, seja no mundo, nos artefatos humanos, ou numa mente, dois processos físicos fundamentais ocorrem. O primeiro é um colapso de uma função de onda* da mecânica quântica. O segundo é uma diminuição local da entropia correspondente ao aumento da informação. A entropia que sobra deve ser transferida para longe para satisfazer a segunda lei da termodinâmica.
Estes processos de nível quântico são suscetíveis ao ruído. A informação armazenada pode ter erros. Quando a informação é recuperada, é novamente suscetíveis ao ruído, que pode adulterar o conteúdo da informação. Em ciência da informação, o ruído é geralmente o inimigo da informação. Mas um pouco de ruido pode criar liberdade, uma vez que é a fonte de novidades, de criatividade e invenção, e de variação no pool genético biológico.
Sistemas biológicos têm mantido e aumentado o seu conteúdo invariável de informação ao longo de bilhões de gerações. Nós (humanos) aumentamos nosso conhecimento do mundo exterior, apesar da incerteza lógica, matemática e física que persistem sobre ele. Ambos, sistemas biológicos e homens fazem-no em face do ruído aleatório, trazendo a ordem (ou cosmos) ao caos. Ambos fazem-no com a detecção de erros e o uso de esquemas sofisticados de correção que limitam os efeitos do acaso. O esquema que usamos para corrigir o conhecimento humano é a ciência, uma combinação de teorias livremente inventadas e experiências adequadamente determinadas.
*Na mecânica quântica, o colapso de uma função de onda (também chamado de colapso do vetor de estado ou redução do pacote de ondas) é o fenômeno em que uma função de onda inicialmente em uma superposição de vários diferentes possíveis eigenstates (valor próprio ou autovalor) - parece reduzir a um único dos estados após interação com um observador. Em termos simplificados, é a redução das possibilidades físicas em uma única possibilidade como pode ser vista por um observador. É um dos dois processos pelos quais os sistemas quânticos evoluem no tempo, de acordo com as leis da mecânica quântica como apresentados por John von Neumann.
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